Mostrando postagens com marcador cores de Almodóvar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cores de Almodóvar. Mostrar todas as postagens

20 de setembro de 2008

dança e acordeon :-)=






Les Têtes Raides - J´ai Menti
J'ai menti je t'aime
Eu menti eu te amo
J'ai trahi je blème
Eu traí eu empalideço
Je maudi je traine
Eu amaldiçôo eu treino
Je moisi ma haine
Eu mofo minha repulsa
J'ai guéri ma peine
Eu curei minha pena
J'ai garé ma flemme
Eu guardei minha preguiça
Egaré je t'aime
Perdido eu te amo
J'ai frémi dégaine
Eu estremeci estranho

Tout flotte tout flotte
Tudo flutua tudo flutua
Dans les bras du temps
Nos braços do tempo
Chatouille et picote
Cócega e marquinha
Ces jolis moments
Esses belos momentos
En bas c'est là bas
Em baixo isso está lá
Là haut c'est plus bas
Lá no alto isso é mais baixo
Le soir est tombé
A noite caiu
Et c'est déjà ça
E está já assim

J'ai menti je t'aime
Eu menti eu te amo
J'ai dit oui je freine
Eu disse sim eu freio
J'ai dis tu m'emmènes
Eu disse você me conduz
D'où tu me ramène
De onde você me reconduz
Ta vie c'est pas la mienne
Sua vida não é a minha
Ma vie c'est pas la tienne
Minha vida não é a sua
T'as pas dit je t'aime
Você não disse eu te amo
mais t'as failli quand même
Mas você falhou assim mesmo
E quand s'éffilochent
E quando se desfia
Les pages du roman
As páginas do romance
Nos cloches vies ricochent
Nossos sinos-vidas saltarem
On est percé dedans
Somos picados por dentro
Comme on n'y voit pas
Como não vemos isso
On se le dit pas
Não o dizemos
Le jour s'est levé
O dia se levantou

Et c'est déja ça
E isso é já assim

Dans le vide qui nous mène
No vazio que nos conduz
Aux folies qui nous promènent
Aos desatinos que nos percorrem
Des fleurs que l'on sème
Flores que semeamos
Dans les rues de Bohème
Nas ruas da Boemia
Et dans une envie soudaine
E numa vontade súbita
Comme c'est pas dit que ça tienne
Como não é dito que isso tem
J'ai pas dit je t'aime
Eu não disse eu te amo
J'ai failli quand même
Eu errei assim mesmo

Je vole tu voles
Eu vôo você voa
Dans le firmament
No firmamento
Brûle une parole
Arde uma palavra
On s'y voit dedans
Nós nos vemos dentro
Puis nous revoilà
Depois nos reaparecemos
On va s'effacer
Nos apagaremos
Et c'est déjà ça
E isso é já assim
(não, a letra não reflete nada, é só pra quem quiser entender melhor... mas o encanto e a vontade de dançar são :-)

14 de agosto de 2008

Samba e café


Nas lacunas tímidas onde tomamos ar para voltarmos a nos mergulhar, quisera falar e ouvir: mas só com os olhos, e com o corpo, como num bailado silencioso a nos envolver, naquelas horas em que, num gesto, o café se joga sobre a mesa atrapalhada e molha tuas roupas, e eu faço comédia, e tu me faz um samba. E tentamos entender, e dar forma, e sair correndo, fugindo, cantando, mas só a tepidez do mistério bastaria, doce tensão degustada em camadas.


1 de abril de 2008

um trem para as estrelas

pois é. talvez quando eu for mais maduro ou mais articulado eu pare de começar posts e conversas com "pois é", "então" e "bueno".

mas pois é. é que eu tava há meses já pra escrever isto. isto que pede pra ser expresso de alguma maneira, pra nem tu nem eu acharmos que passou em branco. tanto passou em todas as cores que, até antes de eu me apaixonar de novo, tu me habitava todos os dias. e hoje, volta e meia tu ainda me visita de alguma forma. seja em sonho, seja ali online, seja no meu pensamento, seja numa lembrança boa. o fato é que a hipótese não gasta sempre será mais bonita e sedutora do que a realidade. e ontem eu cometi de não perguntar como tu estavas. porque eu também não consigo conversar assim impunemente. não sei o que o tempo nos reserva. mas saiba que, enquanto isso, te conservo especial. e lembro da gente a cada vez que eu olho pela janela do meu quarto e está chovendo...

27 de março de 2008

eu não te falei

eu não te falei. eu não te falei porque é arriscado. eu não te falei porque não é algo que eu costume falar: tão raro é que só falei uma vez na vida. eu não te falei porque teria que te explicar antes que palavras apenas tentam expressar aquele momento e não criam o compromisso de mantê-las. malditas palavras. eu não te falei porque sei que te provocaria um turbilhão de confusões mentais. eu não te falei porque ambos temos problemas com isso. eu não te falei porque estamos muito mais acostumados a pensar do que a sentir. eu não te falei porque tive medo de não ser verdadeiro. mas estaria sendo. eu não te falei e talvez tenha perdido algo... eu não te falei, mas naqueles momentos incríveis eu senti. eu não te falei "eu te amo".

1 de novembro de 2007

tepidez dominical

mas é quase premeditado que a inspiração só dure o prólogo. depois vem aquela luz morna de depois do almoço de domingo e toda a verdade sem os fogos de artifício. e o tédio e a poesia se tornam um, e o sumo da realidade torna-se quase que inexprimível.

ah, mas se a espiral tiver andado e eu estiver enganado...

27 de outubro de 2007

O diário amoroso de Marta Berenice

Terça-feira

Hoje eu acordei mais leve, feliz. Ainda com a tua presença em mim. Sul, Norte. Alto, baixo. Libra, Áries. Opostos cuidadosamente atraídos, num domingo em que olhavam para o mesmo lugar, como quem tem o mundo à sua espera para ser explorado. Inefável dança do desejo. Já sentiu uma tensão gostosa? É assim que fico ao teu lado, com uma sede mista de atração e carinho pronto pra ser calmamente entornado, com a confiança de quem se diverte no testemunhar do jogo. Devagarinho. Só pelo prazer de ver a coisa rolar, saboreando cada momento como o mais precioso dos vinhos, com a única expectativa do próximo encontro, do próximo olho no olho... e do delicioso bônus do abraço apertado, do carinho trocado, do beijo e do calor. Sim, há a insegurança também. Mas que graça teria sem ela? Poderia ficar conversando contigo por muitas horas. E acho que isso é bom. Tua presença tem me ajudado a despertar o que há de melhor em mim.

Quinta-feira

Tá. Eu tenho vergonha de admitir e medo de que não seja recíproco. Mas eu tô com saudades. Droga. Devia ter te ligado ontem, mas não. Saiba: se eu fico alguns dias sem te procurar ou é porque já estou me desinteressando ou é porque a insegurança se juntou com a carência pra me dar uma rasteira. "Preciso aprender a ser só", cantava Elis. Solitude, na boa. Mas não. Eu me consolo. Momentos fugazes de prazer, e depois... o vazio. Bem diferente do preenchimento que sinto contigo. Caralho. Quase 30 anos na cara e agindo como uma criança. O que eu queria mesmo era estar contigo agora.

Sexta-feira

Poeira. Minha frágil lufada de gás não encontrou faísca e beijou a poeira. A chama tornou-se hipótese. O balão voltou ao chão, para talvez se assumir semente. Semente de amizade, se o coração se aquietar da paixão.

27 de setembro de 2007

Drama

Drama
não é o fim de cada ato.
É o dar-se conta.

E depois rir...

29 de agosto de 2007

abrigo frágil pro tormento

sei que ele está ali e fujo de sua sombra grande.
tenho medo.
do medo logo ali atrás.
atrás da ansiedade.


título: trecho da música "Saudade", da banda Mestre Ambrósio

20 de novembro de 2006

faísca atrasada


e agora eu sinto: a poeira dói enquanto assenta (nos ossos), morte necessária. a transformação é um caminho de dor.

7 de novembro de 2006

deserto

eu deserto. neutro.
livre e perdido num limbo branco, transitório,
vazio de sentido num mundo de plástico, nada.
só essa aridez-película que envolve meu peito prestes a transbordar.
eu, deserto.



30 de outubro de 2006

Chovo



Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro, um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo
pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo

(Uns Versos, de Adriana Calcanhotto)

19 de outubro de 2006

enquanto tudo derrete


...enquanto tudo derrete
Enquanto tudo derrete
Enquanto tudo parece
Derreter

(Calor, de Adriana Calcanhotto)

10 de outubro de 2006

e esperam


Atravesso a noite com um verso
Que não se resolve
Na outra mão as flores
Como se flores bastassem
Eu espero
E espero
Não funcionam luzes, telefones
Nada se resolve
Trens parados, carros enguiçados
Aviões no pátio esperam
E esperam
A chave que abre o céu
D´aonde caem as palavras
A palavra certa
Que faça o mundo andar

(George Israel/Paula Toller/Herbert Vianna)

2 de outubro de 2006

fogos de artifício


momento: aterrisagem

desafio do dia (já tem o teu?)
trazer o olhar dos fogos de artifício para perto.
sim, há muito a ser feito. mas há também a sedução pelas estrelas.
no meio disso, a segunda-feira.

27 de setembro de 2006

inferno astral

do nada uma pilha, uma vontade de sair mais, de beber mais. mais freqüentemente. mais paqueras, mais sexo. extroversão, boas energias? talvez, mas... desconfio. como sempre quando a esmola é demais, desconfio. ansiedade, carência? mais provável. de repente faço sexo 4x por semana, sou descaradamente paquerado e me encontro aqui reclamando. questionando (ainda bem). nada é tão simples quando se tem uma cotovia sempre ali, no bico. pois é, o sonho contemporâneo superficial da vida do jovem médio de 20 e poucos anos acontecendo, o futuro próximo se encaminhando e eu querendo mais. o ego adorando e eu me sentindo sozinho. ou melhor, finalmente me reconhecendo sozinho. querendo mais. e não sabendo direito como pedir. o rei passeando pela aldeia. a emergência do contato batendo. o tempo que resta em porto alegre. a cada dia. hora esquecida. momento valorizado. o tempo não existe, e realmente se dá pela intensidade do aqui dentro. às vezes idéias viram verdades. mas só depois de engolidas, mal ou bem digeridas e vomitadas... e eu aqui escrevendo isso à espera de quê? atenção? criar coisas belas? bah... basta de subjetividade por agora. mas ser franco corta a graça do jogo, descortina a insinuação. tolhe a pretensão do intelecto.
era um momento sem adjetivos. sem imagens. nem seco, nem líquido.

22 de setembro de 2006

voltando


momento: vago, impreciso, irritadiço, irritadaço. agitado.

"e muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver tá me deixando louco
não sei mais do que sou capaz..."
(Paulinho Moska)

então. voltei.

vontade de expressar assim de novo.

tive que morrer coisas pra nascer outras.
sempre né... é a vida, assim.

quem presta atenção nunca pode dizer "mais do mesmo" em relação a mim.

e a cotovia?
ah... tá aqui, sempre bicando :-)=